Mais uma semana da moda terminou e com ela conhecemos os próximos looks e tendências do próximo ano. São inúmeros detalhes e peças para analisar, como os novos tecidos, recortes, histórias e designer. Existe sim o lado positivo da moda, porém, a questão que quero trazer aqui com esse post é sobre a insustentabilidade da moda e das tendências mutáveis de todos os anos.
Uma breve histórias sobre a semana da moda
A semana da moda teve sua origem em 1943, em Nova York (EUA), por Eleanor Lambert, famosa publicitária de moda, que organizou a “Press Week”, uma versão menor e mais intimista do que é a Fashion Week hoje.
Depois da guerra, as capitais europeias também lançaram sua Fashion Week: Paris, no ano de 1947, Milão em 1958 e Londres em 1984. As Fashion Weeks acontecem nessas 4 capitais mundiais da moda: Paris, Londres, Milão e Nova York.
São semanas importantes para a indústria para apresentar suas coleções com as novas tendências para editoras, fotógrafos, influenciadores e celebridades.
Acontecem duas vezes ao ano: em fevereiro, com as coleções de Outono/Inverno, e em setembro, com as coleções de Primavera/Verão.


O que vemos hoje nas semanas da moda
São marcas que estão buscando não somente inovar ou trazer a sua essência no desfile. Vemos marcas querendo engajar com o público, trazendo influencers, cantores e atores para as passarelas ou até mesmo para colaborar com o desenho da coleção. A semana passa de ser somente uma amostra do que está por vir na coleção, mas também um show à parte, como Dua Lipa ou Paris Hilton no desfile da marca Versace.


E quais tendências devemos ficar atentos?
Todas as marcas, além é claro de apresentarem a sua coleção, também estão visando o lucro e as vendas dos seus produtos. Porém, muitas das peças que foram apresentadas saem da passarela com o estigma que nunca serão usadas “no mundo real”. No entanto, algumas, claro, flopam, mas muitas acabam caindo no gosto popular e viram tendência.
Por que isso acontece?
Alguns fatores que influenciam o comportamento de compra é a busca por algo a mais com o produto adquirido, como por exemplo, experiências, conexões ou se sentir pertencente a uma comunidade.
Quando vemos o mesmo produto muitas vezes em influencers, apresentadores, propagandas e todos os outros estímulos presentes no dia a dia, acabamos nos familiarizando com ele e buscando esse pertencimento também.
Segundo uma pesquisa feita por Qualibest, 86% das pessoas entrevistadas já descobriram um produto via influenciador e 73% já adquiriram algo por indicação desse profissional da internet.
Tendências que vão e voltam
Nesse último Milão Fashion Week vimos várias tendências voltando à moda e muitas outras novas, como o tomara que caia, balonê, franjas, bolsas enormes e flores em 3D. Cabe a nós o senso crítico de entender o nosso estilo e consumir o que realmente é necessário e faz sentindo. A tendência, as cores, o cabelo, e a unha vão mudar todos os anos, porém consumir um novo guarda-roupa a cada nova semana da moda se torna insustentável para o nosso mundo.



Tendência Jeans
Uma outra tendência que está chegando é o all jean. O jeans é um dos tecidos que na sua produção é um dos mais poluentes na indústria da moda. Uma calça utiliza cerca de 5.000 litros de água em sua fabricação e os produtos químicos de tingimento dos tecidos são poluentes de água potável. O consumir com consciência é saber que algumas peças que já possuímos podem ser reformadas ou trasformadas e essa é a melhor tendência que pode ter no seu guarda-roupa.

Gorunway

Gorunway

Gorunway
A roupa que não deu certo
Uma outra tendência que devemos ficar de olho são as peças que foram projetas para os corpos das modelos das passarelas. Porém, quantas vezes não vemos até mesmo elas com dificuldades de andar ou constrangidas no desfile?
É o caso do vestido da Kim Kardashian, que colaborou na coleção da marca Dolce & Gabbana, usando um vestido que não conseguia subir a escada ou sentar.
Fica a questão: qual é a moda que faz sentido? Qual é a moda que preza pela inclusão? Qual é a moda que queremos para ver?

Vestido feito de fibra
E, para fechar a semana da moda, o vestido pintado no corpo da modelo Bella Hadid da marca Coperni. Feito de um material chamado Fabrican e que foi algo super inovador e inesperado para finalizar a semana. A dúvida não vai ser sobre o material que é feito, mas sim a quantidade de produto que será descartado de forma incorreta e indo parar nos lixões. Além disso, vai totalmente contra a corrente de aproveitar as peças e usar mais de uma vez, se tornando muito mais descartável do que o próprio fast-fashion e perdendo o seu valor no primeiro uso.
E você, o que acha dessas novas tendências?